Sandra Maria

Não é o trauma que define a tua autoestima, é o que fazes com ele.

Auto-estima e Valor próprio

22 de jan. de 2026

E eu sei que isto pode doer a ler. Mas este texto não é para te culpar, é para te devolver poder.

Fomos ensinados a acreditar que a nossa autoestima e valor próprio nascem na infância. Que se tivemos uma infância difícil, relações tóxicas ou experiências dolorosas, estamos “condenados” a sentir-nos menos.

Mas a verdade (pelo menos na que eu acredito), dura, libertadora e profundamente empoderadora, é esta: a tua autoestima constrói-se a partir das tuas ações e escolhas enquanto adulto, não das tuas feridas.

Sim, a infância marca. Sim, os traumas existem. Sim, relações difíceis deixam cicatrizes.

Estudos em psicologia do desenvolvimento e trauma mostram que experiências adversas precoces podem afetar a forma como nos vemos e como nos relacionamos com os outros. O trauma pode gerar padrões de sobrevivência, medo de abandono, hipervigilância emocional ou dificuldade em estabelecer limites.

Mas aqui está a parte que quase ninguém te diz: o que essas experiências fazem é influenciar comportamentos e pensamentos, não definir o teu valor.

O que advém de uma infância dolorosa, de traumas ou de maus relacionamentos pode ser:

·         comportamentos autodestrutivos (vícios, procrastinação, isolamento);

·         padrões de não valorização pessoal;

·         pensamentos auto-sabotadores (“não sou suficiente”, “não mereço melhor”);

·         escolhas repetidas que reforçam a dor.

E é aqui que tudo muda.

Segundo estudos da psicologia cognitivo-comportamental, a autoestima está fortemente ligada à congruência entre valores, decisões e comportamentos. Ou seja, sentimo-nos valiosos quando:

·         agimos de acordo com o que acreditamos;

·         escolhemos o que nos protege, mesmo quando é difícil;

·         dizemos “não” ao que nos fere;

·         repetimos ações que constroem, em vez de destruir.

Não é o trauma em si que define a tua autoestima.
É o que fazes com ele.

Duas pessoas podem ter histórias semelhantes e desenvolver níveis completamente diferentes de valor próprio. A diferença não está na dor vivida, mas nas escolhas repetidas ao longo do tempo.

Eu sei que escolher não é fácil quando nunca nos ensinaram a escolher melhor.
Escolher diferente pode dar medo. Escolher com consciência exige responsabilidade emocional. Mas é exatamente aí que mora o crescimento.

Isto não invalida a tua dor. Não apaga o teu passado. Não desvaloriza o que viveste.

Mas devolve-te algo essencial: tu não és o que te aconteceu. Tu és o que escolhes fazer a partir do que te aconteceu.

As escolhas podem ser reaprendidas. Com consciência, apoio, tempo.
E, acima de tudo, com amor por ti. Nas consultas de Cura Xamânica preparo-te para reeaprender e viver com coragem e determinação aquilo que na essência és. Sabe mais aqui.

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